DIVERSIDADE EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Portalegre - 22, 23 e 24 de Janeiro de 1999
Conclusões
Nas sextas Jornadas da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), que decorrem na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre, e em que o tema tratado foi o da "Diversidade em Educação Ambiental", verificou-se uma alteração significativa no público participante: 250 pessoas.Notou-se uma maior diversificação deste público com o surgimento de um significativo grupo relacionado com as Áreas Protegidas, as Autarquias Locais, os Centros de Saúde e as organizações não governamentais, geralmente pessoas relacionadas com o ensino não formal. Mereceu também destaque a cobertura dada pelos Mass Media, locais e nacionais, denotando um grande impacto da iniciativa nesta região do interior.
Das intervenções havidas ressaltamos as seguintes conclusões:
- a importancia da descentralização, concretizada nesta iniciativa da ASPEA, foi ressaltada pelo representante da Ministra do Ambiente, José Alho;
- a diversidade dos temas debatidos, através de uma dinãmica multifacetada, exemplifica a forma correcta de abordar as questões do ambiente através da Educação Ambiental;
- necessidade de se aproveitar as recentes medidas de apoio concretizadas pela recente Lei do Mecenato, a partir da qual, as instituições poderão cumprir melhor os seus objectivos;
- apesar de se ter iniciado pelo, Instituto de Promoção Ambiental (IPAMB) e Instituto de Conservação da Natureza (ICN), a edição e criação de materiais pedagógicos e de suportes logísticos para o desenvolvimento da Educação Ambiental, estes são ainda insuficientes para dar resposta à crescente procura das escolas e população em geral;
- as dificuldades relacionadas com os problemas económicos dos alunos e com a falta de verbas disponíveis por parte do Ministério da Educação para as escolas, inviabilizam as saídas de campo e trabalhos de educação ambiental;
- a inexistência de uma política de Educação Ambiental na Europa, bem como o atraso na transposição dos normativos comunitários em matéria de ambiente para Portugal, obrigam à necessidade de se criar e implementar uma cultura ambiental comum;
- os projectos e as acções de campo devem ligar as escolas ao meio, implicando desta forma as autarquias, as universidades, as organizações não governamentais, as empresas privadas e outros;
- a necessidade de uma perspectiva de investigação/acção nos projectos de Educação Ambiental, que devem ser implementados em rede para ter sucesso;
- existem espaços com características especiais para o desenvolvimento de acções de Educação Ambiental, para além das areas protegidas, com a vantagem de se poder intervir no âmbito da experimentação, que só podem existir com o apoio das autarquias e com a vontade política;
Com base nos trabalhos das VI Jornadas recomenda-se:
- ao Ministério da Educação uma maior e mais eficaz participação em Encontros, Jornadas e Seminários desta natureza em geral e no âmbito da E.A. em especial;
- o aumento do número de professores destacados para a Educação Ambiental;
- ao Ministério do Ambiente que amplie as verbas disponíveis para os projectos das escolas e associações, atendendo à crescente participação dos diferentes agentes em projectos de E.A.;
- ao Instituto de Conservação da Natureza a disponibilização dos recursos materiais e humanos para o apoio aos projectos de E.A., no âmbito das áreas naturais;
- às autarquias e restantes instituições, desde universidades, entidades privadas e associações, para assumirem uma parceria clara e efectiva com as escolas e professores e outros agentes que desenvolvam projectos de educação ambiental;
- à comunicação social uma maior divulgação das actividades em matéria de educação ambiental.
A Direcção da ASPEA